
Letra:
Eu trago a força da África mãe
E a resistência da negra cultura,
Eu ajudei a erguer o país
Que a ferro e fogo me fez prisioneiro...
Eu sou “Zeferina”, “Mariana Crioula”,*
Sou povo “Kalunga” e sou do “Morro Alto”
Eu tenho a cor de “Zumbi dos Palmares”,*
Eu sou “Manuel: Congo, Balaio ou Padeiro”.
Comunidade quilombola,
Nações dentro de uma nação,
Refúgio, esperança, liberdade,
Distante da maldade do grilhão.
Comunidade quilombola,
Tambor que estremece o rincão,
Bem longe das senzalas da cidade,
Plantando no que lhe restou de chão.
Quilombo, mocambo, sou preto, guerreiro...
Quilombo, mocambo, sou negro, brasileiro...
Eterno vestígio da triste história,
De ódio, prisão, preconceito e dor,
Sou do quilombo, sou negro, sou rei,
Não temo chibata, eu sou um guerreiro...
Eu canto por toda nação quilombola
Que a tempo cansou de ser negro cativo
No meu coração pulsa o som do tambor,
Não sou fugitivo, eu sou brasileiro.
Comunidade quilombola...
*“Rincão dos Negros, Serra dos Tapes,
Casca, Teixeiras, Moçambique, Limoeiro,
Quinondongo, Capororoca, Kalunga, Sapucaí,
Mirinzau, Maracassumé, Pericumã,
Buraco do Tatú, Itapoã, Palmares”.
* Nomes de alguns dos líderes africanos e de comunidades quilombolas existentes de norte a sul do Brasil.
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