
Letra:
Não sou kikombo, kizumba, nem cabinda,
Não sou tribalista, sou bravura, sou luta,
Mistura de etnias da floresta-guardiã.
Sou voz que solta o grito não contido,
Que vem das bocas famintas
Dos meninos, das mucamas,
Amas-secas de coxas pretas,
Dos homens negros, dos mestiços,
Sou África libertária que o mar sangrou!
Mãos acorrentadas, pés descalços,
Já trilhei tantas estradas,
Na alma trago marcas ancestrais.
Meu destino cruzou mares,
Página ainda vida da história,
Angola, Guiné, Tupi,
Reluz Quilombo de Palmares,
Acordai todos os Zumbis!
Tambores tocam o refrão,
Rei Congo caminhos de fé,
Encantos de todos os santos,
Candomblé, Iorubá, Afoxé.
Salve, meu orixá!
Maracatu, Boi-Bumbá,
Baião, Lundu, Blues e Jazz.
Salve, filhos de Oxum,
Saravá, axé!
Ginga, ginga, ginga ligeiro, gira no ar
Capoeira da Abolição.
Música que o tempo retumba,
Liberdade, alforria, raiz,
Atabaques, tambor, zabumba, Zumbi.
A beleza que espelha graça nesse chão,
Cor da raça do sangue de quem é irmão!
Liberdade, alforria, raiz,
Atabaques, tambor, zabumba, Zumbi.
A beleza que espelha graça nesse chão,
Cor da raça do sangue de quem é irmão!
Realização:



Incentivo:


Patrocínio:
Produtora:

Apoio:

