
Letra:
Ô seu Mallarmé:
L'amour é “faio”
Mini movimentos planetários
Dias vestidos de horas em retalho
Dançando magros num palco
de um circo imaginário.
Vê quem fica e não me faz tomar um ferro!
Do inferno ao cartório
Pra quem acredita que eu já vacilei a beça
Pago com a neutralidade
Que todo abismo encerra
Reparto esse lamento de proveta
Em sonetos de anti amor na sobremesa
Holocaustos desenhados à caneta
Sempre firme na mão direita
A mamata não acabou
E o gado se afogou
Postando na sala de estar
Crônicas/fobias de um desastre anunciado
Vendo os mortos desfilando
E os vivos engavetados
Poeira amarga e certeira
que volteia a dança do mal
Se sobe no calço do berço
de algum bebê
morre breve na guarda
do canto de mãe velha
Realização:



Incentivo:


Patrocínio:
Produtora:

Apoio:

